A parceria

Um novo método de reciclagem, que melhora e recicla resíduo de baterias, resultou em um prêmio de £465,000 (um pouco mais de R$2 milhões) para uma empresa que funciona em Cambridge poder desenvolver a tecnologia em ambientes urbanos brasileiros, uma vez que, seus parceiros se encontram no nosso país.

Em parceria com a Universidade de Cambridge, a Aurelius Technologies, introduziu um processo hidrometalúrgico patenteado para a reciclagem de resíduos de bateria. O processo é energeticamente eficiente, não poluente, de baixo custo e escalável. A parceira brasileira da empresa, a Antares Reciclagem, garantiu £ 210.000 (cerca de R$ 1 milhão) na mesma premiação.

Com a expansão da indústria automobilística nos países em desenvolvimento, o Dr. Athan Fox – diretor da Aurelius Technologies – afirmou que não poderia existir um momento mais oportuno para o desenvolvimento dessa tecnologia. Segundo ele, isso pode levar o Reino Unido e o Brasil a ficar mais perto de evitar o desperdício de resíduo de bateria, tornando esses países mais limpos, econômicos e sustentáveis.

Universidade de Cambridge

Universidade de Cambridge

O processo

Quando uma bateria comum está no início de sua vida, elas são cheias de óxido de chumbo e, no final de seu período de uso, isso já se tornou sulfato de chumbo, que adere aos eletrodos da bateria e gera um consumo de ácido sulfúrico. A ideia da nova bateria, feita a partir de reciclagem é, evitar que esse ácido de bateria seja descartado no meio ambiente e criar uma bateria que seja mais eficiente.

Esse novo método elimina todos os gases nocivos sem precisar investir em tecnologias caras para a redução dos gases.

Com a técnica que foi desenvolvida agora, a pasta de resíduos de bateria seria diretamente convertida em chumbo, sem a necessidade de utilizar um lingote de chumbo e, dessa forma, evitando a difusão de gases nocivos e ainda diminuindo a energia necessária para a reciclagem. O que acontece, é que esse tipo de reciclagem pode transformar o resíduo de bateria, em sua própria matéria-prima – o chumbo – e, assim, você otimiza a produção das baterias, com menos toxinas.

As formas de reciclagem de baterias mais conhecidas na atualidade, envolvem o transporte das baterias para áreas específicas e, por mais que isso seja feito de forma cuidadosa, ainda deixa o meio ambiente exposto às toxinas que são liberadas por esses produtos.

Em algumas partes do mundo, até mesmo na Europa, baterias são queimadas para que o chumbo possa ser retirado e reciclado. Isso acontece porque os custos para fazer a reciclagem completa da bateria são muito altos.

Aurelius e a Universidade de Cambridge se uniram à Antares Reciclagem – especialistas no tratamento de resíduos da bateria – e à Tudor Batteries – fabricante de baterias de chumbo-ácido – ambas no Brasil, para testar essa nova abordagem de reciclagem de baterias de chumbo-ácido.

Além disso, a Antares traz à mesa um processo para limpar o eletrólito e reutilizá-lo em outras indústrias, incluindo a indústria de celulose e papel.

O diretor executivo da Antares, Almir Trindade, afirmou que a reciclagem do ácido de bateria não é apenas uma questão ecológica, mas é também uma forma de poupar dinheiro, pois além de cuidar do meio ambiente, ainda é muito barato.

 

http://www.cambridgeindependent.co.uk/business/business-news/cambridge-battery-recycling-technology-set-to-disrupt-global-market-1-5466817