Sobre o Blockchain

Não é necessário ser uma pessoa ligada às políticas econômicas para se ter ouvido falar em blockchain e em criptomoedas.

O blockchain é uma Não é necessário ser uma pessoa ligada às políticas econômicas para se ter ouvido falar em blockchain e em criptomoedas. tecnologia que nos permite fazer transações digitais, de forma mais direta, prática e com a certeza de que seja algo que não pode ser fraudado.

As transações feitas através do blockchain são feitas através de criptografia, tornando o uso das criptomoedas mais barato, pois evita a necessidade da participação de um terceiro elemento (como um banco) para atestar a legalidade da ação.

Dessa forma, viu-se nas criptomoedas uma opção nova de negócios rentáveis que rapidamente atraiu empreendedores. Entretanto, essa nova tecnologia, apesar de democrática, já está apresentando grandes discrepâncias entre pessoas do sexo masculino e do feminino.

As mulheres são as que menos investem em blockchain e isso começou a preocupar executivas que já estão trabalhando com as criptomoedas. A partir disso, elas decidiram que era o momento de agir e incentivar um número maior de mulheres a se aventurar no mundo das criptomoedas.

Investidora

Mulheres no Blockchain

Os homens já estão mais confortáveis com o Blockchain

“Mulheres, considerem as criptomoedas. Se não, os homens vão ficar com toda a riqueza, de novo”. Essa frase foi publicada no Twitter de Alexia Bonatsos, investidora e ex-editora do TechCrunch.

De acordo com um estudo feito pelo jornal “The New York Times”, as mulheres representam apenas de 4% a 6% dos investidores de blockchain e, como se sabe, quando um novo tipo de negócio começa a dar lucro, seus primeiros investidores são os que vão reter a maior parte das riquezas e, futuramente, decidirão o futuro dos novos investidores.

Assim, se for permitido que apenas homens façam riqueza com o blockchain agora, as mulheres dificilmente conseguirão se igualar ao números masculinos futuramente e, mais uma vez, nós seremos a minoria no mundo dos negócios.

Mulheres no Blockchain

Para atrair mulheres para essa atividade, algumas das líderes de criptomoeda estão criando eventos para apresentar e incentiva o uso do blockchain.

Além de palestras, elas definiram a criação da “Collective Future“, um grupo para advogar pela diversidade nas empresas de criptomoedas.

De acordo com Arianna Simpson, uma investidora em criptomoedas, o que diferencia as mulheres e homens nesse cenário é o fato de que as pessoas do sexo feminino tem a tendência de questionar a própria capacidade, enquanto os homens optam por se aventurar para descobrir até onde eles conseguem ir: “Mulheres sempre questionam se elas são capazes. Mas olhe esses palhaços em volta de nós”.

As idealizadoras desse projeto afirmam que, por enquanto, a resposta das mulheres têm sido animadora, já que os eventos estão lotados e seus ingressos estão sendo vendidos rapidamente.

Entretanto, isso não muda o fato de que, quando as conferências são feitas para o público em geral, as mulheres não se sentem representadas, aliás, dependendo do evento, elas não sentem que são bem vindas.

Para citar um exemplo de conferência voltada para homens, nós podemos citar a que foi idealizada e organizada pelo investidor Moe Levin, em Miami. Tudo começa com o fato de que, inicialmente, foram convidados 86 homens e uma mulher para palestrar.

Depois de muitos protestos, ele aceitou “equilibrar” as coisas e mudou o número de palestrantes para 84 homens e três mulheres. Como justificativa para esse fato, Moe Levin disse:

“O fato de ter mais homens do que mulheres palestrantes é apenas uma coincidência. Não incluí-las não é intencional. Nós só não temos tempo para incluí-las”.

A situação se tornou ainda mais grave quando as pessoas começaram a perceber que a festa realizada depois da conferência iria acontecer em um clube de strippers.

Apesar das diversas reclamações e sugestões para que o local fosse alterado, Moe Levin se recusou a fazer qualquer alteração, alegando que o clube foi o local mais  “conveniente e seguro” que ele conseguiu achar em Miami.

Um grupo de investidoras resolveu boicotar o evento nos próximos anos, o que Moe Levin alega ter sido uma surpresa já que muitas pessoas se divertiram no evento.

As investidoras que decidiram iniciar uma campanha pelo boicote fizeram questão de ressaltar que, no evento do ano passado, Moe colocou modelos de biquíni, pintadas de dourado e cobertas com logos de blockchain para andar pelo salão.

Foi por causa desse tipo de situação que as investidoras resolveram se unir para aumentar a representatividade feminina na indústria. A ideia é criar uma rede de ajuda que possa fazer com que elas se sintam representadas, deixando claro que lidar com as criptomoedas não é privilégio masculino.

É momento de incentivo para garantir que pelo menos nesse ramo dos negócios, a situação seja mais equilibrada e o sexismo menos evidente.

Fonte: https://www.nytimes.com/2018/02/25/business/cryptocurrency-women-blockchain-bros.html?emc=edit_nn_20180226&nl=morning-briefing&nlid=84387085&te=1

Thaís Dias