Start-Up´s e a Cultura Empreendedora Brasileira.

A cultura de se investir numa idéia não era uma das marcas registradas do comportamento empresarial brasileiro até meados dos anos 90 quando as Start-Ups começaram à ganhar destaque como empresas de inovação no mundo. Até este período era raro uma boa idéia que, para receber investimentos de empresários nacionais, não tinha de passar por um oceano burocrático e por muitas vezes pelo inferno da venda de patentes, antes mesmo da concretização dos negócios.

Somente assim se conseguia algum folego para seguir adiante com o desenvolvimento da idéia ou projeto. Outra saída era depender de investimentos governamentais que, na época, eram uma verdadeira odisséia de procedimentos e aprovações que demoravam muito e não havia garantias de que aconteceriam. Ainda hoje sofremos deste mal, mas as coisas estão mudando.

Este cenário acabava por ser um desestímulo para jovens empreendedores brasileiros que acabavam no anonimato ou migrando para ambientes de negócios mais promissores.

Sob este aspecto as Start-Ups acabaram por dar uma contribuição fundamental para a formação de uma nova cultura empreendedora e novas formas de se incentivar as inovações. Trouxe novas regras e um novo jeito de se investir em boas idéias num cenário que nunca teve o hábito sistematizado e orientado para inovação com pequenos empreendimentos.

Nos Estados Unidos a história é diferente e mais antiga do que em nossa terra. Em 1939 dois estudantes da Universidade de Stanford, angariando um investimento de pouco mais de U$$ 500, começaram produzindo peças de radio e alguns anos mais tarde impressoras. Assim Bill Hewlett e David Packard fundaram a gigante HP, que começou numa garagem. Naquele tempo não existiam as aceleradoras e nem Start-ups, em seu conceito atual, mas o ambiente cultural para negócios era mais propício do que por aqui e as oportunidades eram melhores.

Já no Brasil esta cultura ganhou força somente à partir de meados dos anos 90. Em 15 anos, até 2005, a cultura do investimento nas start-ups (investidores anjo) já não era algo tão raro como nos anos 80/90, o que acabou por dar oportunidades para muita gente com boas idéias e jovens empreendedores do ramo de tecnologia e inovação.

Ao realizar um Curso de Liderança ou assistir uma Palestra de Liderança, verá que uma das características de quem lidera, em qualquer atividade é o suporte e apoio à novas idéias que acabam trazendo em sua realização um enorme potencial de inovação. Não existe liderança sem inovação. Mesmo que pontualmente algumas idéias não se realizem é a cultura do apoio à inovação que faz a diferença para as economias que lideram o crescimento. Neste momento, o espirito inovador encarnou nas Start-ups de todo o mundo.

O Brasil não é o exemplo de liderança no quesito Start-Ups, mas estamos indo muito bem e já aparecemos no cenário mundial. De acordo com o Centro de Estudos de Private Equity da Fundação Getulio Vargas existem cerca de 40 aceleradoras em atividade no país, o que não é pouco comparado ao que tínhamos há 15 anos atrás. As últimas 30 aceleradoras surgiram nos últimos 8 anos, ou seja ao ritmo de quase 4 aceleradoras por ano. A legislação já prevê regulamentação para investidores anjo (lei complementar 155), enfim com ou sem crise, estamos nos organizando cada vêz mais e colocando as Start-Up´s brasileiras como uma opção promissora de investimentos.

Atualmente existem um prognóstico de 50 mil vagas de emprego em Start-Ups brasileiras, o que já é um número bem expressivo e mostra que esta cultura de investimento e gestão negócios, mesmo na crise, é robusta e demonstra fôlego para os próximos anos.

Investir numa boa idéia e do jeito certo, pode ser um ótimo negócio com ou sem crise.

Autor Convidado :

TrainerBr Treinamentos Corporativos Ltda

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