Oi gente!

Aqui no Brasil e em muitos lugares do mundo, as startups nascem para conectar empresas e pessoas, empresas com empresas, pessoas com pessoas… todas elas são plataformas de marketplace, onde alguém tem um produto ou serviço para oferecer e do outro lado, alguém para comprar. Nesse conceito mais teórico, indico o texto do Diego Simon, CEO da VivaDecora que ele fez aqui para o blog, que contextualiza tudo: “4 PILARES PARA TIRAR SEU MARKETPLACE DO PAPEL“.

E agora eu quero falar, de acordo com minha experiência em algumas plataformas assim (como Peixe Urbano, SaferTaxi, PedidosJá e agora Influu), do que julgo essencial para um bom marketplace: uma comunidade muito forte.

Mas como assim comunidade?

Você pode pensar em duas comunidades, de quem oferece o serviço e quem compra, mas eu começaria e começo sempre com quem oferece. As pessoas hoje se aliam a startups para impulsionarem suas vendas, mas elas precisam ter a certeza que seu sistema será não só o melhor, mas o mais completo. Diante desse diferencial o que falta a seguir é desenhar um modo que a comunidade possa contribuir com sua startup.

Um erro muito comum é que os empreendedores desenvolvem funcionalidades, pois acham que é o que precisa ser feito, sem conversar simplesmente com quem usa a plataforma… não caia nesse erro comum de trabalhar com sua cabeça de empreendedor, do que com a cabeça do seu prestador de serviços. Claro que ele não entende de tecnologia, mas é preciso ouvir o que a comunidade tem a falar e traduzir isso no sistema.

Mas calma, ouvir o parceiro não é a única forma de trabalhar em comunidade. É preciso encontrar os embaixadores da marca, aqueles que se identificaram tanto com o produto que já falam de você sem parar. Imagina só essa empresa/pessoa ser mencionada em suas redes sociais como forma de agradecimento. E que tal alguma competição interna? Clubes de benefícios? Reuniões periódicas? Eventos de aproximação?

Tudo isso demanda muito tempo, eu sei… mas o que pode ser pior do que investir tanto em tecnologia e acabar esquecendo as pessoas.

Vou para um exemplo muito prático. Trabalhei em dois projetos de delivery, como Key Account: o Peixe Urbano Delivery e no PedidosJá. Eu era daquelas que ia de porta em portal conseguir clientes, focava nas maiores contas… nossa, era algo muito desafiador… mas eu tinha um concorrente visível e muito bem estruturado: a ifood. Não que o sistema fosse melhor do que qualquer outro, mas ele tinha construído uma empresa “amarrando” direitinho os restaurantes quando sua fidelidade. As maiores redes (ou muitas no Rio de Janeiro), tinham contrato de exclusividade com eles, mas isso não ficava apenas no contrato, ficava claro em seu time excelente de gerentes de contas, que todos fossem muito bem atendidos. Lógico que eu não posso falar as estratégias das empresas que eu trabalhei, mas no final das contas o PU Delivery foi vendido para o HelloFood, que foi comprado pela ifood.

Outro exemplo rápido foi quando eu estava na SaferTaxi, que é um app de táxi! Eles resolveram mudar a estratégia e sair do Brasil (eles são muito fortes no Chile) e quando eu anunciei minha saída, os taxistas saíram comentando que a empresa havia quebrado e não foi bem assim… Mas eu era vista como a líder da comunidade! Saudade daquela época!

Comunidade é um dos braços mais sensíveis de um marketplace, arrume tempo o quanto antes, para crescer sua plataforma junto aos seus prestadores de serviços!

Bons Negócios!

Talita Lombardi

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