Insucessos de 2015 – Vivendo e Aprendendo

Nem só de alegrias vivemos, como tudo no mundo, sempre tem algo que acreditamos muito e que não dá certo. E na vida de empreendedores criativos seriais, isso se torna comum, pois tentamos muitas coisas ao mesmo tempo. A minha mente é completamente inquieta e sonho com milhões de projetos. Em 2015, foi um ano bem interessante e falo para vocês, aprendi muito! Antes de falar sobre tudo que deu certo, quero compartilhar o que ainda não deu certo!

O que vou expor agora é um pouco da mina luta diária para ser alguém no meio da multidão. Não afetará ninguém diretamente, pois com cada tristeza que tive dos erros abaixo, com certeza, tive compensações incríveis, que irei escrever no post de amanhã.

– Empreender Sem Limite

Depois de mais de um ano em conversas com uma produtora, investimos do nosso bolso uma boa grana para a aprovação da Lei Rouanet, aquela que você pode captar recursos de empresas através do Imposto de Renda, no nosso caso seria para a gravação de um documentário sobre Startups no Brasil. Pois bem, iniciamos o processo em 2014 e em 2015 conseguimos a chancela do governo. Resultado: Comecei a trabalhar fixo na empresa que estou hoje e não pude me dedicar à essa captação, existiria um choque de interesses e preferi não arriscar. Para contratar terceiros para fazer isso, precisaríamos gastar ainda mais e com o risco de não dar certo, por conta da retração econômica do nosso país. Passou o prazo e resolvemos deixar o projeto em standby.

– SalesThinking Mulheres

Apesar de lotar as turmas do Sales Thinking tradicional nas cidades que passei, o de mulheres aconteceu apenas em São Paulo. O projeto original era para acontecer em 7 cidades. O grande problema aqui foi que eu não tinha uma produção nacional com meu perfil. Eu sou bem exigente quando se fala em trabalho… Ainda tentamos Goiânia, mas não conseguimos alunas suficientes. Aprendi que diversas pessoas pagam diversos cursos em dois aspectos: quando a outra pessoa é famosa ou quando é alguma instituição grande que está por trás. No segundo ponto eu respeito muito, até por isso que fiz MBA na FGV, mas o primeiro ponto me dói o quando ainda pagamos mais de mil reais para uma palestra do Lobo do Wall Street e não investimos 200,00 reais para uma aula real, com práticas falando sobre nosso mercado brasileiro. Eu não quero nem comentar sobre a parte patrocinadores, para não me estressar.

Cancelei as cidades e ainda não penso em retomar o projeto, por mais que eu ainda acredite que ele seja fundamental na vida de qualquer empreendedor.

– Talita como consultora Sebrae

Eu não estou aqui para falar mau da instituição… Inclusive eu falo muito deles quando alguém não sabe por onde começar um negócio. Quero falar minha experiência de insucesso junto à eles. O primeiro foi que me prometeram patrocinar um dos meus projetos, que teríamos mais de 6 oportunidades lá dentro… Lembrando que isso foi antes da crise estourar… Depois do primeiro não em 2014 a porta foi fechada e nunca mais consegui retomar o projeto. Mesmo frustrada, segui tentando me cadastrar como consultora…. Outro desastre. O meu curso, o SalesThinking, é o único desenhado para empreendedores de startups B2B, pois eu trabalhei em diversas por todo o país…

Enquanto uns querem realmente que você faça parte para fomentar o ecossistema, outros, não movem nem um dedo para te orientar… E foi assim que me ferrei quando abri uma empresa sem ser simples e pago até hoje imposto de lucro presumido, pois era um dos pré-requisitos da instituição (dessa empresa, nunca emiti sequer uma nota para o Sebrae). O que aprendi com isso: Infelizmente, não confie em quase ninguém. É triste dizer isso, mas no final das contas é você, seu negócio, seus sonhos… Os outros, muitas vezes, estão preocupados em manter a política da boa vizinhança com os mais “fortes”. Eu decidi ter uma carreira solo e cada pequeno degrau que consigo subir nessa vida é com muita força que tenho interna. Tem amigos que não compreendem como ainda não desisti. Não se preocupem, não vou.

– Blogueira Independente

No final de 2014 quando saí da startup que eu estava trabalhando, resolvi partir para a carreira solo. Eu morava no Rio sozinha e voltei para a casa da minha mãe em Salvador. Eu tinha uma reserva financeira e muitos sonhos na cabeça. Assim, comecei a prospecção de instituições para ministrar meu curso. Consegui muita coisa, porém, esqueci do mais importante: a recorrência. Eu estava tão focada em sair viajando, que esqueci que precisava ter uma coisa mais fixa para manter meus gastos. Resultado: banquei muita coisa do meu bolso, pois o segundo erro nesse tópico foi: eu não reduzi meus gastos, queria ter a mesma vida mesmo sem ter nada fixo. Loucura. Esse foi um dos motivos de aceitar a voltar a trabalhar fixo. E vocês acreditam que a fixa só caiu algumas semanas atrás? Ainda bem que ela caiu! Esse tópico também será explorado como o caso de sucesso…. Mas no próximo post vocês entederão.

Não é fácil abrir os casos de insucesso, principalmente quando você está no meio de um monte de coisas, mas isso me faz mais forte. Não existe aqui conto de fadas e alguém deslumbrado com nada, existe uma menina-mulher, que sonha em ajudar as pessoas, que gera conteúdo, que ri, que chora, que ganha que perde e que não quer desistir. Todas as lições estão bem gravadas na memória e me fizeram crescer como profissional e empreendedora. Espero que vocês não tenham vergonha do que faz parte da história de vocês, o insucesso nosso de cada dia.

Um beijo

Talita Lombardi

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